A convocatória das 22 jogadoras, que se vão preparar para a estreia no Campeonato do Mundo Feminino de Sub-20, é conhecida. O estágio arranca a 30 de maio e pela frente, num torneio de preparação, a equipa das quinas joga com a seleção da Coreia do Sul a 3 de junho no Estádio Conde Dias Garcia, em São João da Madeira, pelas 16h. Três dias depois, a 6 de junho, defronta a seleção finlandesa no Estádio Dr. Carlos Osório, em Oliveira de Azeméis, às 15h. O último jogo desta competição é diante do Brasil no dia 9 de junho, novamente em Oliveira de Azeméis, no Estádio Dr. Carlos Osório, às 15h30.
Marisa Gomes é a treinadora nacional aos comandos da seleção feminina Sub-20, criada para participar no Mundial, que terá lugar na Polónia, país onde Portugal garantiu esta qualificação, de 5 a 27 de setembro. Coreia do Norte, Colômbia e Costa Rica estão no grupo de Portugal. A técnica antevê dificuldades. “É um grupo difícil porque estamos a falar de equipas muito poderosas. A Coreia do Norte é a campeã em título, tem sido presença habitual nas fases finais dos Mundiais e tem um percurso incrível”, refere em declarações à Federação Portuguesa de Futebol.
A selecionadora analisa as adversárias de Portugal. A Colômbia, segundo Marisa Gomes, “é uma equipa que tem crescido muito, defende muito bem, sofreu poucos golos e consegue ser extremamente perigosa nas transições.” Quanto à Costa Rica, destaca “a criatividade ofensiva da formação centro-americana.” “Talvez não seja tão poderosa defensivamente, mas é uma equipa muito criativa nas transições”, acrescenta.
Nenhuma das seleções adversárias é do continente europeu. Marisa Gomes realça essa circunstância. “São equipas com padrões de jogo muito diferentes dos nossos, menos organizadas do ponto de vista tático europeu, e isso torna os jogos ainda mais difíceis para nós. Mas também será uma competição importante para crescermos, como aconteceu no Europeu.”
O desafio é grande, a ambição também. “É a nossa primeira participação nesta prova, o que naturalmente aumenta o desafio. Mas é muito importante para o desenvolvimento das jogadoras competir contra estas seleções. O importante é estarmos aqui e vamos preparar-nos para chegar o mais longe possível, tal como fizemos no Europeu”, afirma a treinadora nacional que salienta o facto do Mundial acontecer na Polónia, onde Portugal garantiu a qualificação inédita para o Mundial. “Já conhecemos melhor a cultura, as condições e aquilo que podemos encontrar. Além disso, não temos as dificuldades de adaptação que outras seleções de outros continentes poderão sentir. Tivemos uma boa experiência na Polónia e acreditamos que em setembro acontecerá o mesmo.”




