A qualidade dos relvados, os quadros competitivos e os apoios em análise na Cidade do Futebol

Redação
Workshop FPF
Foto: FPF

Há matérias importantes a debater na Liga BPI, principal competição feminina com 10 equipas em jogo, menos duas do que na época passada, com os olhos postos no que é preciso fazer e melhorar. Foi o que aconteceu no Workshop da Liga BPI, na última segunda-feira, que reuniu representantes de todos os 10 clubes da 1.ª Liga. A situação das infraestruturas, a qualidade dos relvados, os quadros competitivos e os fundos de apoio foram alguns dos temas em análise, assuntos considerados incontornáveis para elevar a competitividade. 

A importância de investir na base, sobretudo através do desenvolvimento do futebol de formação, olhado como garantia de futuro e sustentabilidade para os clubes e para as seleções nacionais, foi também realçada no encontro que teve lugar na Cidade do Futebol, sede da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). 

O calendário para a próxima época, a análise do formato das competições, da formação aos seniores, e propostas de alterações regulamentares foram abordados num dia de reflexão conjunta em prol do desenvolvimento do futebol feminino nacional. E a estrutura técnica da FPF fez uma análise comparada da realidade portuguesa e sublinhou a necessidade de criar condições para a jogadora portuguesa enfrentar contextos cada vez mais exigentes e altamente competitivos. 

Segundo a FPF, o workshop assumiu-se como um fórum aberto à discussão dos mais diversos temas estruturantes para o presente e o futuro da Liga BPI. Ao longo do dia, dirigentes, responsáveis técnicos e representantes federativos e associativos partilharam experiências, identificaram dificuldades e refletiram sobre soluções que possam potenciar o crescimento sustentado do futebol feminino. A sessão contou com a participação de Pedro Proença, presidente da FPF, na abertura dos trabalhos.

O selecionador nacional Francisco Neto marcou presença nesse momento e constatou a inevitabilidade de Portugal ter de “acelerar o seu processo de crescimento”. “Quanto mais cedo expusermos as nossas jogadoras a contexto de maior exigência, mais evoluiremos”, sublinhou. Neto não deixou de assinalar que “se a Seleção Nacional conseguiu, em cinco apuramentos possíveis, estar presente em quatro, muito se deve ao trabalho que se faz em Portugal.”