Sempre gostou de ter a bola no pé, joga desde criança, desde os seis anos de idade. Passou por vários clubes, está agora no Famalicão que garantiu lugar na fase de apuramento de campeão na 2.ª divisão. A equipa está motivada, garante.
Andreia Freitas tem 25 anos, estuda Educação Física e Desporto, joga e estuda. O seu desejo é ser treinadora de futebol feminino nas camadas mais novas. Um bom jogo, para si, tem de ser disputado, sem perdas de tempo, com golos e alegria. E muitos adeptos na bancada.
Como está a ser a experiência na equipa do Famalicão que chegou a ser dada como presença na Liga BPI?
Está a ser uma experiência boa. No início, claramente, nós pensávamos que íamos jogar na Liga BPI, era esse o propósito. Com a equipa que temos conseguimos construir algo novo e acho que está a ser positivo. É uma aprendizagem e estamos a lutar cada vez mais.
Motivada para o apuramento de campeão?
Sim, claramente. Por tudo o que aconteceu, e o que está a acontecer, acho que a equipa está cada vez mais motivada. E podem contar connosco que vamos estar lá.
A 2.ª divisão está bastante competitiva?
Sim, muito competitiva. Às vezes, penso que até está mais competitiva do que algumas equipas na Liga BPI.
O que mais valorizas no jogo? O que te interessa?
O ritmo, as pessoas na bancada, nós a jogarmos, tudo o que o jogo envolve.
É importante haver adeptos na bancada a torcer pela equipa?
Claro, é sempre importante porque temos o apoio, sentimos aquele calorzinho do público a torcer por nós.
A 2.ª divisão está muito competitiva. Às vezes, penso que até está mais competitiva do que algumas equipas na Liga BPI
Andreia Freitas
O que mais te chateia no treino?
Tanta coisa. Por exemplo, injustiças. Estamos numa brincadeira, roubam-nos o ponto só para brincar, eu fico maluca.
Levas muito a sério?
Levo, isso levo, levo sempre muito a sério.

Como te defines como jogadora?
Boa pergunta. Acho que sou agressiva no sentido de atacar muito a bola. A reação à perda, acho que reajo bem. Consigo distribuir bola, distribuir bem jogo, virar a bola de um lado para o outro.
Como começaste a jogar futebol?
Desde pequenina. Desde que me lembro, sempre quis jogar, sempre peguei numa bola. Desde mesmo pequenininha, sempre joguei. Desde os seis anos que jogo futebol.
Só jogas futebol?
Estudo também, estou no curso de Educação Física e Desporto.
O que pretendes fazer com esse curso?
Na realidade, eu sempre quis tirar o curso de treinadora. Na altura, disseram-me que, nesse curso, nós tínhamos o grau I. Portanto, a minha ideia sempre foi treinar pequeninas, sempre foi essa a minha paixão, não tanto ser professora de Educação Física.
Mal acaba o jogo, se tivermos perdido, preciso daqueles 5 a 10 minutos a sós, sem ninguém me falar
Quando perdes, ficas bastante lixada ou reages em pouco tempo? Fico lixada e ninguém me pode falar durante algum tempo.
Mesmo no balneário?
Sim, mesmo no balneário. Mal acaba o jogo, se tivermos perdido, preciso daqueles 5 a 10 minutos a sós, sem ninguém me falar.
Como olhas para o crescimento do futebol feminino em Portugal? Está a ser muito bom, há cada vez mais praticantes e mesmo adeptos que aderem mais a ver futebol feminino. Mesmo as condições são melhores.
Quando começaste a jogar, não havia essas condições?
Joguei no Dragon Force e sempre tive excelentes condições. Só quando saí do Dragon Force, é que as condições começaram a mudar, eram mais baixas, digamos assim.
Mais amadoras?
Exato, mais amadoras.
Andreia, o que é, para ti, um bom jogo?
Tem de ser um jogo disputado, não haver perdas de tempo, golos, alegria, e muitos adeptos à nossa volta.



