Catarina: “Gosto muito da minha equipa, estou a jogar, estou feliz, e é o que importa”

Catarina (Caty) Pinto é avançada do Famalicão, um regresso ao clube que está na 2.ª divisão. Gosta de marcar. Um bom golo, descreve, é puxar para dentro e rematar fora da área. O seu sonho é ser jogadora de futebol profissional. Fazer disso a sua vida, a sua carreira. 

Catarina Pinto, Famalicão
Fotos: Igor Martins

Começou a jogar futebol com o irmão, federado, e com o pai. Era criança, gostava de jogar à bola, pediu para ir para um clube, o pai inscreveu-a, cumpriu o seu desejo. Tornou-se uma avançada com faro de golo. Sabe ler o jogo, usa bem os dois pés e gosta de rematar à baliza. 

Está no Famalicão pela segunda época, na equipa que vai ao apuramento de campeão para tentar subir à Liga BPI. Garante que o grupo está motivado e a dar o seu melhor. Considera que, no geral, todos os treinadores passam uma “vibe positiva”. Gosta de ver Messi jogar e Lúcia Alves, do Benfica, que acompanha desde o Valadares. Catarina concilia o futebol com os estudos universitários.  

Camisola 87. É um número com significado? 
Foi o número que me deram quando eu estava cá, no Famalicão, há duas épocas. Fui bastante feliz cá e quis repetir. 

Como está a ser o regresso ao Famalicão?
Está a ser bom. Estou a gostar, gosto muito da minha equipa, estou a jogar, estou feliz, e é o que importa. 

Começaste a jogar futebol com que idade? 
Com cinco ou seis anos. O meu irmão e o meu pai sempre gostaram muito de jogar. O meu irmão já jogava, já era federado. Fui jogando com eles e quis logo entrar para um clube. O meu pai foi o primeiro a apoiar essa decisão e inscreveu-me.

Como te defines como jogadora? 
É uma questão um bocado difícil, mas acho que sei ler bem o jogo, consigo usar bem os dois pés e, sobretudo, gosto de marcar golos e de fazer assistências também. 

Quais os golos que mais gostas de marcar? 
Fora de área, puxar para dentro e rematar.

Catarina Pinto, Famalicão

Uma avançada com faro de golo? 
Sim, acho que sim. 

Há algum quase golo, que não foi golo, e que te ficou entalado na garganta, desde que começaste a jogar?
Talvez num torneio pelo Valadares de pontapé de bicicleta, que era um golo que eu gostava muito de fazer. Não sei se a bola bateu na barra ou se foi por cima. 

Num treino, esqueço-me de tudo o resto à volta, sou feliz, e o que mais gosto é o golo

Catarina Pinto

O que mais gostas num treino? 
Esqueço-me de tudo o resto à volta, sou feliz, e o que mais gosto é o golo. 

Já estiveste nas seleções jovens. Como foi essa experiência? 
Correu bem. É sempre especial e diferente representar o nosso país. Estou ansiosa por lá voltar e a fazer tudo para isso acontecer. 

A equipa do Famalicão, depois do processo desce, sobe e volta a descer, está motivada para subir? 
Está motivada. No início, foi um bocado difícil mudar o chip, mas estamos motivadas, estamos a fazer tudo para melhorar e para dar o máximo possível na 2ª divisão. 

Vês o Famalicão na Liga BPI na próxima época? 
Vejo, espero estar cá e espero contribuir para essa subida. 

Há um bom ambiente no balneário?
É muito bom, com música alta, todas a dançar, já temos uma coreografia. 

Como tem sido a relação com quem treina? 
É boa, damo-nos todos bem. Acho que, no geral, todos os treinadores passam uma vibe positiva. 

Os adeptos têm apoiado a equipa? 
Apoiam, sim. Costumam estar lá sempre, em todos os jogos, seja onde for. 

Catarina Pinto, Famalicão

Não sou das piores a reagir a uma derrota. Se a equipa tiver dado tudo para conseguir a vitória, fico minimamente satisfeita

Quais são as tuas referências no futebol? 
Gosto muito do Messi. Para mim, é um dos que eu mais aprecio ver jogar. No futebol feminino, a Lúcia, que acompanho desde o Valadares, é uma grande referência porque chegou lá, está lá em cima, continua a trabalhar para estar lá e mostra o seu devido valor. 

Como é que o futebol feminino tem crescido em Portugal? 
Tem havido um crescimento enorme, que tem muito a ver também com o apoio que é dado. Precisamos desse apoio para que continue a crescer como agora e como está a evoluir nos outros países. 

Como reages a uma derrota?
Depende sempre de como estamos no campeonato, mas claro que nós queremos sempre a vitória. Acho que não sou das piores a reagir a uma derrota. Se a equipa tiver dado tudo para conseguir a vitória, fico minimamente satisfeita.

Quais são os teus sonhos no futebol?
O meu sonho é ser jogadora de futebol profissional e conseguir fazer disto a minha vida e a minha carreira. 

Caty, o que é, para ti, um bom jogo? 
Um bom jogo é uma vitória e, se for possível, com um golo meu.