Quando se corre por gosto, esse gosto pelo futebol que surgiu em pequena, quando ainda andava na escola primária, há vontade, há entusiasmo, há dedicação e empenho. Cristiana Costa estica as horas do seu dia entre a produção de solas de sapatos, treinos ao fim do dia durante a semana, jogos aos sábados ou aos domingos.
Jogou no Cesarense e agora está na equipa do Cucujães, na 4.ª Divisão. Está a ser uma boa experiência, confessa, e a equipa é como uma família, construída aos poucos e com muito trabalho por parte do clube e do treinador. Em campo, garante que é focada e que não desiste perante as adversidades. Luta e dá o seu melhor com a bola nos pés, na ala direita. Nas derrotas, fica desiludida, o grupo fica em baixo, mas não se verga. Cabeça levantada e mais trabalho para melhorar. Nem sempre é fácil conciliar tudo, o trabalho, os treinos, os jogos. Mas há paixões que valem todo o esforço.
Na época passada, já jogavas aqui no Cucujães?
Sim, há dois anos. No ano passado, estive parada e voltei este ano.
Como começas a jogar futebol? Como nasceu o gosto?
Desde pequenina, na escola, comecei a gostar de jogar à bola. Estava ali no meio dos rapazitos e comecei a gostar cada vez mais.
Tinhas que idade?
Nove, 10 anos, por volta dessa idade.
E quando se tornou uma coisa a sério, Cris?
Mais tarde, por volta dos 15, 16 anos.
Começaste por entrar num clube?
Não, não era bem clube. Num clube foi há quatro anos.
Como é que está a ser esta experiência no Cucujães?
A ser boa, está a ser muito boa. Somos uma grande família, neste momento.
Qual é o teu maior sonho no futebol?
É chegar lá cima, mas tem de ser pouco a pouco. Lutar por isso.
Qual é o meu maior sonho no futebol? É chegar lá cima, mas tem de ser pouco a pouco. Lutar por isso.
Cris Costa
És muito focada no futebol? Como te descreves como jogadora?
Sou um bocadinho focada, não sou de desistir. Tento lutar sempre por algo melhor e dar o melhor à equipa.
É esse o teu ângulo?
Sim.

Só jogas ou também trabalhas?
Trabalho numa fábrica. Sou operadora fabril numa fábrica de solas de sapatos. Depois disso, venho para aqui, para o Cucujães.
É preciso ter vontade…
É verdade. Quando se gosta é assim.
A tua família sempre te apoiou no futebol?
Sim, sempre me apoiou, apoia-me e vem ver os jogos.
Sempre ao teu lado.
Sim, sim.
Sou um bocadinho focada, não sou de desistir. Tento lutar sempre por algo melhor e dar o melhor à equipa.
E com o treinador, está a correr bem? Está a unir a equipa?
Sim, está a ser impecável. Tem sido muito exemplar a nível de organização, arranjar jogadoras, formar uma bela equipa, uma bela família, neste caso.
E como reagem quando perdem?
Ficamos tristes, um bocado em baixo.
E tu?
Fico desiludida.
Com vontade de desistir?
Não desistimos. Na próxima semana, lutamos outra vez para conseguir ganhar.
Qual é a capacidade em que tens mais dificuldades e que sentes que precisas de desenvolver mais no futebol?
Não sei, sinceramente não sei. Dificuldades todas nós temos. Mas é trabalhar para conseguirmos algo melhor.
Acompanhas a seleção de futebol feminino, vês muitos jogos?
Sim, sempre que possível, sim.
Cris, o que é, para ti, um bom jogo?
Um bom jogo é mostrar o que valemos, como jogadoras e como mulheres, e dar sempre o nosso melhor. E, no fim, tentar dar a vitória aos nossos adeptos.



