A Seleção Nacional Feminina A está a treinar na Cidade do Futebol, onde prepara os próximos desafios internacionais no apuramento para o Mundial de 2027, que terá lugar no Brasil. Os jogos estão à vista e são em casa. Jogo com a Finlândia dia 3 março, em Vizela, às 18h45. Dia 7 é com a Eslováquia em Barcelos às 16h. A bola vai rolar para a qualificação do Campeonato do Mundo Feminino.
Pauleta falou na primeira conferência de imprensa neste trajeto que começa agora. A jogadora do Benfica, de 28 anos, foi chamada pela primeira vez à seleção nacional, depois de ter conseguido a nacionalidade portuguesa. Os objetivos estão definidos. “Queremos começar da melhor forma. Sabemos que a Finlândia é uma equipa difícil, mas vamos trabalhar nos treinos, analisar o adversário e a nossa equipa para representar Portugal da melhor forma e conquistar a vitória.” Pauleta espera estrear-se de quinas ao peito.
“Venho ajudar da melhor forma, seja na dimensão física, seja na leitura do jogo ou no que for necessário. É um grupo extremamente competitivo, que tem demonstrado isso ao longo dos anos. Estou cá para ajudar o grupo a continuar a crescer.” A jogadora promete trabalhar ao máximo para fazer o melhor possível.
“Portugal é uma equipa que tem de assumir o jogo, que quer ganhar e qualificar-se. Estamos na Liga das Nações, queremos chegar ao Mundial e subir para a Liga A. Se não houver essa vontade de fazer melhor que as outras equipas, não vamos continuar a crescer. É por aí que estamos a trabalhar”, referiu, antes de realizar o primeiro treino com a camisola de Portugal.
Depois de um período complicado de lesões, Pauleta voltou aos relvados. “Mesmo com as lesões, nunca pensei deixar de jogar futebol. Quem passa por isso precisa de ambição para voltar ao campo, representar o clube e a seleção. Trabalhei no limite todos os dias para voltar ao meu melhor e a seleção foi um objetivo, uma motivação extra para conseguir fazer a recuperação da melhor forma.” “Mesmo com contratempos, continuei a trabalhar, voltei a jogar e a ser feliz dentro de campo. Tenho jogado mais, ganhei ritmo, ganhei importância na equipa e, felizmente, chegou esta chamada”, acrescentou.
O primeiro treino teve lugar no relvado 1, da Cidade de Futebol, e não contou com Telma Encarnação que foi avaliada pelo Departamento de Saúde e Performance da Federação Portuguesa de Futebol e acabou dada como inapta e dispensada. Alícia Correia, do Braga, foi chamada aos trabalhos.
E nesta quarta-feira, 25 de fevereiro, o selecionador nacional Francisco Neto acaba de fazer história no futebol feminino europeu. O técnico natural de Viseu, de 44 anos, faz 12 anos ao comando da Seleção Feminina A de Portugal, tornando-se o selecionador mais antigo ainda em funções na Europa.
Desde 2014, sob a orientação de Neto, Portugal marcou presença em três fases finais do Campeonato da Europa Feminino (2017, 2022 e 2025) e numa fase final do Mundial (2023). Ao todo, 156 jogos oficiais no comando da seleção nacional, com 62 vitórias, 30 empates e 64 derrotas.



