Veste a camisola do Vitória de Guimarães com muito orgulho, é o clube do seu coração, é vitoriana de gema. Maria Salgado veste a camisola 80, os números 8 e 10, posições em que habitualmente joga, estavam ocupados, juntou os dois e ficou com o 80. Tem 22 anos, joga no meio-campo, é treinadora das meninas Sub-13. Espera que as jogadoras mais novas tenham melhores oportunidades do que a sua geração neste crescimento do futebol feminino.
Gosta de ter bola no pé, distribuir jogo, fazer assistências, marcar golos se possível. Para si, um bom jogo é um jogo bem disputado, com jogadas de encher o olho e muitos golos. Maria Salgado tem vários sonhos no futebol. Ser capitã do Vitória, jogar no Dom Afonso Henriques e, um dia, chegar à seleção nacional.
Como é esta experiência no Vitória e nessa estreia na Liga BPI?
É muito especial porque, como toda a gente sabe, é o clube do meu coração. Na 2.ª Liga já foi especial e chegar ao patamar mais alto do futebol português no meu clube é, sem dúvida, diferente. Acho que toda a gente que tem essa oportunidade, devia aproveitá-la ao máximo, que é o que eu estou a fazer. E acho que tem corrido bem, foi um começo de época positivo para nós, o que torna ainda mais especial a experiência.

O que é uma jogadora vitoriana, como tu és?
É uma jogadora que ama o clube, que faz tudo o que pode pelo clube. Quem é de Guimarães sabe que esta cidade vive este clube de forma diferente. Ser vitoriana é uma das coisas que mais me orgulha na minha vida.
E os adeptos ajudam?
Sim, muito. Acho que foi uma surpresa para nós, porque o futebol feminino nem sempre é visto por muita gente, mas este ano temos tido casas muito boas aqui na Academia e acho que isso também nos tem ajudado muito, principalmente no primeiro jogo com o Benfica. Sentimos muito o apoio dos adeptos e foi muito importante para nós.
O que mais aprecias no jogo jogado?
Ter bola. Uma pessoa que joga no meio-campo quer mandar no jogo, quer ter a bola, conseguir ver tudo e, se for possível, fazer assistências e golos.
Nos treinos, há alguma coisa que te aborrece?
Perder. Não gosto de perder.
Reages mal?
Não reajo mal, mas considero-me uma jogadora muito competitiva e mesmo em treino tento sempre ganhar.
E como é o ambiente no balneário?
É muito positivo. No início, éramos jogadoras com diferentes idades, diferentes experiências, pensei que pudesse haver alguma dificuldade, mas acho que o balneário se formou e acho que temos uma equipa muito unida. Mesmo com pessoas de diferentes fases de vida, idades e experiências no futebol, conseguimos criar um bom grupo.
Uma pessoa que joga no meio-campo quer mandar no jogo, quer ter a bola, conseguir ver tudo e, se for possível, fazer assistências e golos.
Maria, Vitória
Notaste muitas diferenças da 2.ª Divisão para a 1.ª?
Sim, nota-se muita diferença, principalmente a nível de intensidade, notei muito isso nos treinos. Quando vieram pessoas que já tinham experiência de Liga BPI, a intensidade no treino subiu muito e acho que isso é a principal diferença da 2.ª para a 1.ª Divisão. É a intensidade do jogo e do treino.
A Liga BPI está competitiva ou poderia estar melhor?
Está muito competitiva até porque se olharmos para a classificação está ali tudo muito equilibrado e acho que isso é bom. Nos anos anteriores, via-se uma grande diferença entre os três primeiros e os três últimos, era quase um já toda a gente sabe o que vai acontecer. Estando tudo muito equilibrado, isso torna as coisas mais interessantes e, mesmo para nós, dá-nos uma motivação diferente.

Como vês o crescimento do futebol feminino?
Apanhei uma fase em que o futebol feminino já está bastante desenvolvido, nos últimos 10 anos houve um crescimento enorme, tanto a nível de número de praticantes, como de instalações. O que é muito bom para nós e acredito que daqui para a frente vai ser sempre a evoluir e espero que as meninas mais novas tenham oportunidades que nós ainda não tivemos.
Acredito que daqui para a frente vai ser sempre a evoluir e espero que as meninas mais novas tenham oportunidades que nós ainda não tivemos.
Só jogas futebol ou fazes outra coisa?
Jogo futebol e também dou treinos de futebol às Sub-13.
Como treinadora, como é o teu método de trabalho?
É o meu primeiro ano de treinadora, então ainda estou a aprender, mas tento ser exigente com elas como sou comigo. Sei que são novas, mas acho que quando se está no Vitória têm de perceber o símbolo que carregam e isso é importante passar.
O que lhes digo é que o mais importante é que elas se divirtam, que consigam aprender, e evoluir dia após dia.
Nessas idades, de Sub-13, e com o crescimento do futebol feminino, notas que há competitividade em jogadoras tão jovens?
Sim, acho que sim. Tivemos uma pré-época muito longa e elas sentiram a parte de não haver competição. Notava-se uma ansiedade e um querer muito jogar. Acho que sim, mesmo nas Sub-13, elas percebem que há competições para elas e querem muito competir.
Qual o teu maior sonho no futebol?
Ser capitã do Vitória, jogar no Dom Afonso Henriques e, se possível, um dia, mais tarde, chegar à seleção nacional.
Maria, o que é, para ti, um bom jogo?
É um jogo em que as duas equipas queiram jogar, um jogo em que haja boas jogadas das duas partes e muitos golos, se possível. Isso é um bom jo




