São 124 dias seguidos sem competições a doer

Do fim da última época ao primeiro jogo da próxima temporada da Liga BPI, são 124 dias sem competições com pontos. Há exceções nas equipas que entraram em campo para play-offs e taças e, mais recentemente, na jornada europeia. De resto, é um terço de um ano sem calendário a doer.

Redação
Foto: Maria João Gala



A última época da Liga BPI terminou a 10 de maio e a próxima temporada arranca no fim de semana de 12 de setembro. Para as equipas sem play-off e sem finais das taças, há um período de paragem sem competição com pontos em jogo. Feitas as contas, com férias pelo meio, várias equipas estão 124 dias, quatro meses, um terço do ano, sem entrar em campo para jogos a doer.

Há exceções, algumas equipas entraram em campo para disputas decisivas. Houve jogos de play-off para decidir quem subia e descia da Liga BPI para a II Divisão, Rio Ave e Marítimo garantiram a permanência. O FC Porto assegurou diretamente o lugar na Liga BPI. Há ainda os jogos nas competições europeias para o Benfica, Sporting e Torreense. A 5 ou 6 de setembro, há a Supertaça entre Benfica e FC Porto. De resto, a maioria das equipas da Liga BPI continua sem entrar em campo com o objetivo de conquistar pontos, continua em treinos de pré-época e com alguns jogos amigáveis.   

A 12 de setembro, as 10 equipas da Liga BPI entram em campo para mais uma época. O Valadares Gaia recebe o FC Porto, o Benfica joga em casa com o Racing Power, o Torreense joga com o Rio Ave. O Sporting recebe o Vitória e o Braga o Marítimo. Todos os jogos estão marcados para as 15h. Até ao fim do ano, são oito jornadas: três em setembro, duas em outubro, mais duas em novembro, e apenas uma em dezembro. Quatro meses e oito jogos para cada equipa.

No fim de julho, o Workshop Liga BPI ocupou a Arena FPF Portugal, na Cidade do Futebol, onde foi feito o balanço da época 2025/2026 e lançada a competição na sua versão 2026/2027. Sofia Teles, diretora da Federação Portuguesa de Futebol para o Futebol Feminino, deixou claro que a Liga BPI deve ser uma referência dentro e fora de portas.

“Os clubes estão todos os dias no terreno e sabem dos desafios que existem, a ideia é recebermos esses contributos e encontrar um equilíbrio entre o feedback deles e o que também para nós é viável e faz sentido implementar”, vincou a responsável. “Que seja uma época de afirmação dos vossos clubes e das vossas jogadoras”, desejou a diretora no seu discurso inicial.