Carlos Mota, Cucujães: “As conquistas não se medem com títulos, mas com as marcas que deixamos nas atletas”

Carlos Mota treinou a equipa do Cucujães na época passada, na 4.ª Divisão. Nasceu em Caracas, na Venezuela, e a sua alcunha no futebol é míster “Kitox”. Se tivesse uma bola de cristal, gostaria de ver o clube com um centro de formação, com mais campos e mais balneários, para apostar no futebol feminino. A família é o seu suporte, o seu maior apoio.

Redação

Carlos Pereira da Mota
Atlético Clube Cucujães
42 anos
Escriturário/rececionista ramo automotivo


Um ditado ou uma máxima de vida:
Nada acontece por acaso.

Ritual antes do jogo:
Nenhum.

Roupa de dia de jogo:
Fato de treino ou calção e polo.

Frase de motivação:
Nada é impossível, toda a impossibilidade um dia tornou-se possível naquele(a) que acreditou.

O que acalma os nervos em dia de jogo:
A família e a força que me dão.

O que não pode ouvir em dia de jogo:
Atletas que à última hora dizem que não vêm ao jogo.

Como se concentra?
A observar muitos jogos e pensar como aplicar em treino no meu contexto.

Treinador calmo ou nervoso?
Calmo.

Manter a tática até ao fim ou mudar a estratégia a meio?
As caraterísticas que cada atleta traz ao jogo, por vezes, obrigam a mudar.

Tática na cabeça ou tática no papel?
Papel.

Sempre preparado para jogar com 10?
Nunca estamos, mas somos resilientes.

Objetivo para a época:
Potenciar uma boa imagem do clube nos seniores feminino, cativando cada vez mais a prática, e que nos procurem por se sentirem bem.

Se não fosse treinador, o que seria?
Provavelmente observador ou empresário de atletas.

Três palavras/adjetivos que definem o seu estilo de treinador:
Alma, dedicação, união.

O pior erro dentro e fora do campo?
Dentro de campo nunca erramos, podemos não acertar algumas vezes. Fora dele, a vida é feita de erros e aprendizagens. Prometi às atletas que também ia errar muito como elas erram, mas o nosso objetivo é errar cada vez menos até acertar mais.

A maior virtude das jogadoras dentro e fora do campo:
União, resiliência.

Recordação inesquecível de um jogo:
Foi no dia de hoje, em que estiveram connosco e viram a nossa dificuldade em ter atletas, pois tinha atletas lesionadas e doentes que queriam ainda assim ir para ficha jogo, mas eu priorizei a saúde e irei priorizar sempre.

O maior orgulho:
Os ensinamentos de família, quer do pai, quer da mãe, e o que transporto de apoio familiar para estas atletas serem também resilientes e unidas.

A maior conquista:
As conquistas não se medem com títulos, mas sim com aquelas marcas que vamos deixando de bom nas atletas e respeito que têm por nós.

Se tivesse uma bola de cristal, o que gostaria de ver?
O Cucujães com um centro de formação com mais campos e mais balneários para podermos apostar mais na formação do feminino.

Referência no futebol:
Como jogador sempre foi o inesquecível “Bicho”, Jorge Costa, até porque eu “dei uns chutos” e também era central. Como treinador, vai ser sempre o meu primeiro míster, a quem apelidamos de Queirós, pois deu-me excelentes ferramentas para eu encontrar este gosto que sempre soube desde cedo que era o que queria.

Referência na vida:
O meu falecido pai, pois ensinou-me a dureza da vida de várias formas e sei o quanto ele quis que me tornasse no homem que hoje sou.

Três adjetivos para o crescimento do futebol feminino:
Respeito, organização, investimento em infraestruturas.

Cor:
Azul.

Prato:
Leitão à Bairrada.

Prato que cozinha bem?
Socorro, não sei cozinhar.

Hobbies:
Ver séries.

Leitura de mesinha de cabeceira:
Só leitura online e sempre ligada ao desporto.

Uma música que não sai do ouvido:
“A minha casa és tu” de Fernando Daniel , apenas porque retrata famílias e os meus miúdos também a cantam imensas vezes.

Animal de estimação:
Tartaruga – Pedrinha.

Um refúgio:
Mar.