Tudo a postos para mais uma ronda de apuramento para o Mundial de 2027, no Brasil. O estágio da seleção nacional começa a 8 de abril para preparar dois jogos fora de casa: com a Letónia no dia 14 de abril, às 18h00, no Daugava Stadium, em Riga, e com a Eslováquia a 18 de abril, às 15h00, na Tatran Arena, em Prešov. Francisco Neto, selecionador nacional, está confiante. “Temos de manter a nossa identidade, o espírito e a seriedade do último estágio, e se assim for, as coisas ficam mais fáceis para o nosso lado.”
O objetivo está traçado: conquistar os três pontos nos dois jogos. O contexto é diferente do último, as partidas são fora. As adversárias de Portugal serão mais perigosas a jogar em casa, com os seus adeptos nas bancadas. O diagnóstico está feito. “A Eslováquia, em casa, apresenta níveis competitivossuperiores aos que apresenta fora. A Letónia, apesar de ser uma equipa de pote 4, também tem qualidade e é preciso ter muito cuidado, porque fez uma dupla jornada fora e conseguiu marcar golos nos dois jogos.” Matematicamente, nada fica fechado no final desta dupla jornada. Mas os resultados são sempre importantes.
A seleção volta a conjugar experiência e juventude. “Temos de olhar para toda a gente da mesma forma, independentemente de ter mais ou menos internacionalizações, olhando muito para aquilo que podem acrescentar no momento. Há um processo normal nas seleções: a cada época que passa, entra sangue novo, jogadoras novas, uma renovação natural.” Para Francisco Neto, é esse o caminho. “É essa mistura de juventude com experiência que nos permite continuar a lutar pelos nossos objetivos, que é estar nas fases finais”, referiu o selecionador.
A equipa técnica da seleção anda pelos campos a ver jogos aos fins de semana, as jogadoras portuguesas a competir no estrangeiro continuam a ser seguidas. “Todas as jogadoras portuguesas são observadas. Há muito bom trabalho a ser feito em vários clubes em Portugal. A final da Taça da Liga é um exemplo disso. E temos também a vantagem das seleções jovens, como as sub-19, que preparam jogadoras para chegar à seleção A. É nesta conjugação que a jogadora portuguesa vai crescendo – com jogos mais competitivos, uma liga mais forte – para termos jogadoras cada vez mais preparadas.”



