Mais dois jogos, desta vez fora de casa, rumo ao Mundial. Letónia dia 14, Eslováquia dia 18

Seleção A tem mais dois jogos importantes no apuramento para o Mundial de 2027, que terá lugar no Brasil. Joana Marchão e Andreia Jacinto saíram do grupo por lesão. Nelly Rodrigues e Raquel Ferreira entraram na equipa. Há ambição e vontade de trazer os seis pontos. 

Redação
Seleção Nacional
Foto: FPF

A seleção feminina A tem mais dois jogos no calendário no apuramento para o Mundial de 2027, que terá lugar no Brasil. Na terça-feira, dia 18, joga com a Letónia no Daugava Stadium às 20h de lá, 18h de cá. Dia 18, o jogo é com a Eslováquia no Tatran Arena, Prešov, às 16h de lá, 15h de cá. Joana Marchão e Andreia Jacinto deixaram a equipa por lesão. Em substituição, foram convocadas Nelly Rodrigues e Raquel Ferreira.  

Lúcia Alves, internacional portuguesa, jogadora do Benfica, trouxe uma mensagem de confiança e de compromisso com os objetivos: alcançar os seis pontos nos dois jogos. “Temos de fazer o nosso trabalho todos os jogos, focarmo-nos jogo a jogo, desfrutar do momento, sermos felizes dentro de campo. Estamos a trabalhar com foco no jogo que se aproxima e depois pensaremos no futuro mais à frente”, referiu. A seleção da Letónia é a primeira adversária. “Sabemos que é uma equipa que, apesar das duas derrotas, é super ofensiva. Independentemente, como referi, das duas derrotas, fizeram golos nos dois jogos e é para responder a isso que nos estamos a preparar.”

Andreia Faria realçou isso mesmo durante os treinos de preparação. “É uma equipa competitiva que jogou as duas primeiras jornadas fora de casa e marcou em ambos os jogos. Nota-se que, mesmo em desvantagem, quer atacar e ferir o adversário. Nunca esteve num Campeonato do Mundo nem num Campeonato da Europa. Nós também já passámos por isso, é um processo. São equipas que querem vir com tudo e nós temos de encarar isso com seriedade máxima, e temos de dar o melhor para conseguirmos os três pontos em ambos os jogos.”

Antes da partida para Riga, a guarda-redes Inês Pereira sublinhou o bom momento do grupo. “Têm sido dias muito bons. Todas queremos mostrar que estamos num bom momento de forma e os treinos têm sido em crescendo.” “Contra a Letónia esperamos um jogo em que queremos dominá-lo, ter muita bola, ser muito fortes na reação à perda, que é algo que nos caracteriza, e depois fazer muitos golos. Estamos numa fase em que temos feito muitos golos e queremos continuar a fazê-lo”, afirmou.

Temos de fazer o nosso trabalho todos os jogos, focarmo-nos jogo a jogo, desfrutar do momento, sermos felizes dentro de campo. Estamos a trabalhar com foco no jogo que se aproxima e depois pensaremos no futuro mais à frente.

Lúcia Alves

Pensar jogo a jogo é a estratégia. “Não nos serve pensar já no Mundial se não fizermos o nosso trabalho agora. Mas toda a gente sabe que é um objetivo interno, tanto das jogadoras como do staff, chegarmos ao Mundial. Depois, chegando lá, veremos”, realçou Inês Pereira, acrescentando que a segunda volta acaba por ser mais complicada. “Nós já conhecemos melhor as equipas e elas também nos conhecem melhor a nós. Acabam por fechar mais os espaços e perceber melhor a nossa forma de jogar. Mas mesmo jogando fora de Portugal, acho que temos capacidade e qualidade para vencer estes dois jogos”, comentou a guarda-redes que joga em Espanha, no Deportivo.

Lúcia Alves garante que se sente confortável a jogar a lateral e a extremo. “Era ponta de lança e gosto bastante de atacar, mas também gosto de defender e estou preparada para jogar em qualquer posição.” No último jogo da seleção, marcou frente à Finlândia. Um golo que jamais esquecerá. “Estava confiante naquele momento, senti que tinha de chutar à baliza e desfrutei daquele momento. Sim, é um golo que fica marcado na minha carreira. Para mim, sem dúvida, o melhor golo que já fiz e poder sentir que ajudei a equipa, acho que é esse o trabalho de cada uma.”

Do clube para a seleção, muda-se o chip. Lúcia Alves confessa que não é complexo fazê-lo. “Acho que é super fácil desviar um bocado o foco do clube porque trabalho com esta equipa há muito tempo. Acho que o clube é o clube, a seleção é a seleção, e cabe-nos competir de igual forma nos dois sítios. Sinto-me bem a jogar, tanto no clube como aqui.”